quarta-feira, 28 de agosto de 2013

5 filmes que eu assisti atualmente e estou recomendando

Eu sei, eu sou uma nojenta que não merece atenção e todos aqui me odeiam, eu prometo as coisas não cumpro etc etc etc. Mas vamos largar esse ódio de lado que hoje eu estou cumprindo o que tinha prometido pra sábado, depois pra domingo e só lembrei de fazer hoje! Ignorem a minha distração, ok? Pelo menos eu não menti que estava ocupada demais pra fazer, relevem. Desculpa quem vai me odiar por isso, mas os títulos eu vou colocar os originais, nada de ficar colocando aqueles adaptados brasileiros horríveis.


Stella (Silve Verheider - 2008)

Eu acho que já comentei isso aqui, mas, se não, eu vou falar de novo: eu ando muito fissurada em cinema francês. Talvez porque a grande maioria deles - ou pelo menos, os que eu assisto - tem uma forma delicada e bonita de mostrar histórias que, às vezes, são até polêmicas. E claro que com Stella foi amor à primeira assistida, né? Coisas que para nós podem ser estranhas, como passar o dia inteiro com pessoas que gastam os seus salários, praticamente, inteiros em jogos e bebida e ser amiga de cada um deles para Stella, uma garota de 11 anos, é rotineiro. Esse filme não tem grandes surpresas, grandes reviravoltas, gente morrendo, sendo perseguida ou qualquer coisa assim. Apenas mostra o cotidiano de uma menina de 11 anos que não vai bem na escola e mora com os pais em cima de um bar que ambos parecem dirigir dia e noite e como sua vida foi transformada a partir do momento em que a leitura passou a fazer parte do seu dia a dia. Claro que eu estou recomendando porque é um dos meus preferidos, então assistam, principalmente quem tem um carinho especial pela leitura.


Somos Tão Jovens (Antonio Carlos de Fontoura - 2013)

Só porque eu estou muito apaixonada por franceses não quer dizer que os brasileiros irão ficar de fora, óbvio que não. Somos Tão Jovens me deixou nervosa até o último segundo do seu lançamento, vocês não sabem quanto tempo eu esperei para ver esse filme, acho que cheguei a perder as unhas dos dedo! Não é segredo pra ninguém que eu tenho um amorzinho todo especial por Legião Urbana, principalmente pelo sempre genial Renato Russo e, por isso, eu fiquei ansiosa. Esse filme era tipo a promessa, a cinebiografia do ano. E, no fim, claro que eu me decepcionei um pouco. Não é desmerecer o filme, eu gostei de verdade, mas achei que algumas coisas ficaram sutis demais para alguém tão peculiar quanto Renato Russo. Este foi um marco na história do rock nacional. Renato deu início a toda uma geração inconformada, revolucionária e extremamente revoltada com a situação que se instalava na década de 1970-80 no país. Sem falar que, mesmo reconhecendo que se esforçou bastante para cumprir o seu dever, Thiago Mendonça, intérprete de Renato no filme, forçou a barra na hora de encarnar o personagem. Parecia que ele estava muito maios preocupado em "imitar" trejeitos de fala e gesticulação do falecido roqueiro do que dar um toque seu e mostrar do que realmente era capaz com um papel de tal peso. De qualquer jeito, vale a pena conferir.


Submarine (Richard Ayoade - 2010)

Submarine foi um dos filmes mais recentes que eu assisti e amei muito. Assim como Stella, esse filme não tem grandes surpresas, apenas trata a vida de um garoto de 15 anos, que tenta conquistar a garota por quem é apaixonado e ser o namorado perfeito para ela, assim como também quer arranjar uma forma de salvar o casamento-náufrago dos pais. Trata-se de filme sobre questões bem juvenis, como as descobertas do amor, a dúvida sobre as escolhas certas, quem você e os que te cercam são. É delicado, é bonito, é fofo, tem uma trilha sonora incrível que super combina com a ambientação e o ritmo que a história se desenrola.


XXY (Lucia Puenzo - 2008)

Essa foi a primeira vez em que eu vi falar sobre um assunto tão controverso de forma tão aberta. Pra quem não sabe, Síndrome de XXY é uma anomalia nos cromossomos sexuais, sendo que um homem terá no seu desenvolvimento genético um "X" a mais, dando-lhe características femininas. No filme, Alex é hermafrodita - ah, vá?! - e seus pais mudaram-se de cidade para escondê-la, pois acharam que definir o sexo que o filho ou filha deve ter não seria nada respeitoso com a criança. Alex até então não tem certeza do que quer ser, afinal, seu pai a trata como o Alex e, sua mãe, a Alex. Sem falar que ela nunca havia sentido nada de especial por ninguém para que pudesse definir o queria ser. Só a situação muda quando um casal amigo de sua mãe vai passar uns tempos na casa deles e leva o filho junto. Sinceramente, antes, eu nunca havia parado para pensar em um assunto tão "polêmico" quanto esse e, obviamente, XXY é tão aberto quanto as escolhas, os gostos e os sentimentos da Maria-João Alex que faz você ficar pensando sobre o assunto durante muito tempo. E devo dizer que, se você é como eu e não gosta de filmes em espanhol, esqueça um pouco esses detalhes e assista esse filme.


Across The Universe (Julie Taymor - 2007)

Foram as duas horas mais bem gastas da minha vida assistindo esse filme. Não tem nada nesse filme que eu não tenha amado - a não ser o Bono Vox, claro. Tudo nele é lindo, desde a fotografia com um ar romanticamente antigo até a trilha sonora completamente composta pelos maiores sucessos dos Beatles. As cenas são todas bem construídas e eu diria que o roteiro é impecável. O filme se passa nos anos 60, mais precisamente durante a guerra do Vietnã. Jude, Lucy, Max, Sadie, Jojo e Prudence se conhecem - e não sei como, mas se acumulam aos poucos dentro do pequeno apartamento de Sadie, que só parecia pequeno - e se envolvem em uma história de revolução música e amor. O que eu achei mais interessante no filme, além da trilha sonora que me faz enlouquecer e cantar pros quatro cantos do mundo, foi o fato de querer abordar como era a juventude daquela época, muitas vezes sub-julgada erroneamente como "bando de loucos radicais", quando, na verdade, apenas queriam promover a paz mundial, no intuito de que jovens como Max, irmão de Lucy, não tivessem que ser obrigados a continuarem arriscando suas vidas. Com certeza, esse é um filme que todos deveriam assistir.

Gente, é isso. Se vocês gostaram da lista ou de algum filme, assistam que eu digo que vale muito a pena, ok? Se quiserem recomendar alguns filmes para eu assistir, também estou aceitando.

Beijos ;*

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Dorama: That Winter, Wind Blows (super-mega-ultra-power post)


Sinopse: Um apostador vigarista se faz passar por irmão da herdeira de um grupo empresarial cega.

Pela sinopse, parece ser aqueles dramas bem, mas bem dramáticos que chegam a dar diabetes de tão doces que são. Só que não. That Winter The Wind Blows é mais, minha gente. O bagulho já começa com gente sendo roubada, surras com direito a pessoas voando em muitas direções diferentes, atividade suspeita da governanta, gente morrendo, gente sofrendo, gente se acidentando, levando facada... enfim, é um drama bem movimentado desde o começo tanto que nem consegui fazer uma resenha pequena! Vamos aos personagens.


Oh Soo é o nosso vigarista-sobrevivente-irmão falso-mocinho. Ele se movimentou tanto nesse drama que nem sei o que dizer. Oh Soo mora com mais dois amigos: Oh Soo, irmão e herdeiro verdadeiro, e Jin Sung, a sombra do Oh Soo vigarista e aprendiz de pilantra. Quando o Oh Soo, o verdadeiro herdeiro do Grupo PL e irmão de Oh Young, morre ao ser atropelado, Oh Soo vigarista resolveu assumir seu lugar para conseguir dinheiro para pagar sua mais nova dívida de jogo: 7,8 bilhões de dólares! E, claro, como todo bom mocinho, faz todos sentirem pena dele com a triste história de vida que tem. Bem típico.


Oh Young é cega devido a Retinite Pigmentosa não tratada. A partir daí, ela começou a ficar trancada em casa ou sair apenas na companhia da secretária Wang, que é o problema do drama inteiro, porém não vamos falar dela agora. Apesar de cega, Young não é bobinha quanto à maioria das protagonistas. Ou melhor, não se parece em nada com a maioria delas. Young é grossa, forte e samba na cara do recalque. No começo, queria era dar uns tapas nela, porém, depois a gente se acostuma com esse jeito “vou te xingar sem perder a classe”, ainda mais, quando a tensão do enredo alivia um pouco e ela passa ser um doce de candura.


Jin Sung é o braço direito de Oh Soo e vigarista mirim. Ele é mais teimoso que uma mula empacada e se mete em bastante problema, quando não é por seguir o hyung onde ele estiver é por causa da irmã maluca, que passa o dia inteiro coçando e aprontando. Senti muito dó dele, pois ele era altos apaixonado pela Hee Sun e ela só o esnobando.


Hee Sun é a florista cheia de estilo, única mulher e segunda cabeça pensante do grupo dos vigaristas, irmã da ex-namorada de Oh Soo – que também morreu em um trágico acidente de moto – e o amorzinho do Jin Sung. Já no início do drama, ela é quem começa planejando toda a entrada de Oh Soo na casa das pessoas ricas, descobrindo desde onde a mãe dos herdeiros estudou até os nomes dos empregados e pessoas chegadas da família Oh. Em alguns momentos, senti um ódio mortal por ela desprezar tanto o pobre do Jin Sung, todavia fiquei toda feliz quando eles começaram a namorar. E sobre a mocinha atriz, sinceramente, acho que ela devia largar o APink e fazer carreira solo como atriz, sério. Desculpa gente que ama muito A Pink, entretanto, sinceramente, de verdade, um grupo que tem pink no nome não merece meu respeito. E haters vão dizer "mas você nem ouviu as músicas delas, não pode julgar", acreditem ou não em mim, sim, ouvi a maioria das músicas e não me agradei de nenhuma. Pois é.


Secretária Wang é de tudo um pouco no drama. Ainda não consegui descobrir se ela era vilã ou se era mocinha... bom, mocinha com certeza não era, afinal, a conduta desta mulher era não só suspeita, como também duvidosa. Por causa dela, Young ficou cega, viveu trancada dentro de casa e se tornou a mal-educada com classe – não é pra tanto – que nós amamos. Ela fez de tudo um pouco durante a vida: desviou dinheiro do Grupo PL, foi amante do pai de Young, que se separou da esposa por ela, manipulava um povo dentro da empresa, deixou a Young cega, investigou o Oh Soo o tempo inteiro, atormentou muita gente... A mulher não se contentou até ser expulsa da casa!


Bem, a história é um emaranhado de pessoas e histórias de vida, umas sofridas outras não muito. Pra quem ainda está se perguntando como que o Oh Soo conseguiu entrar na família sem que ninguém soubesse que ele era o irmão fake, bem simples: quando o pai e a mãe de Oh Soo de verdade e de Young se separaram, Oh Soo ficou com a mãe, Young ficou com o pai e, depois que cada um foi para seu canto, ninguém mais se viu, ainda mais quando a mãe dos bonitinhos mirins morreu. E depois que entra na casa, ele tem um prazo de cem dias – estipulado pelo gangster – para conseguir a grana e pagar a dívida. Mas tem um porém. Oh Soo não roubou esse dinheiro, como todos dizem. 


Quem, na verdade, pegou o dinheiro e o fez passar um ano inteiro na cadeia foi a louca, obsessiva e desvairada So Ra, ex-namorada – viva, bem importante falar isso – de Oh Soo. No entanto, claro que não vou entrar em detalhes sobre a personagem, pois senão vou ter que falar sobre todo o elenco de apoio, que, às vezes, aparecia mais que os protagonistas. Apenas saibam que ela era um ser muito irritante e qualquer pessoa normal tem vontade de vê-la sofrendo um acidente bem feio e acabar morrendo logo. Entretanto, como isso é um drama coreano e não uma novela mexicana, ela vai embora pra Itália com os 7,8 bilhões de dólares nos últimos capítulos.


O auge pra mim foi quando começava a passar as cenas lindamente fofas dos amiguinhos esquiando, rindo e conversando alegremente. E, claro, quando tocava Gray Paper, tinha muitos níveis diferentes e cada vez mais elevados de fangirl. Sofri demais com todas aquelas lágrimas, aqueles lamentos cheios de "eu não tenho nenhuma razão para viver" e “por que eu continuo querendo viver?”. Sem falar que o drama inteiro tinha cenários bonitos e uma fotografia tão suave que dava vontade de entrar na tela só pra ficar rolando na neve.


E, como não existe drama perfeito, óbvio que o final teve que ser daqueles que você tem vontade de começar a Terceira Guerra Mundial, né? Nos três ou quatro primeiros episódios teve uma passagem de tempo de um ano. Até aí, ok. Não foi tanto tempo assim, até porque Oh Soo tinha que sair da cadeia logo, né? Mas no último capítulo ter mais um ano?! Ah, tenha dó, né? Por que asiáticos gostam tanto desse negócio de “vamos passar uns cinco anos desde a última vez que eles se viram”? NÃO É NADA LEGAL ISSO, GENTE! VAMOS SE TOCAR, CERTO? Outra coisa que achei um absurdo foi aquela pseudo-morte do Oh Soo. Era mesmo necessário? Roteiristas, assim não há coração que aguente, né?


Já falei tudo? Não, ainda não. Vamos contar. Falei que a trilha sonora é boa: não. Então, a trilha sonora é linda e nem o fato de ter uma SNSD que não gosto tanto assim estragou, aliás, a música dela ficou legal. Falei da passagem de tempo. Falei da “terrível” So Ra, que só contrataram para ficar enchendo a linguiça de farofa. Falei dos momentos choráveis. Ah... mas não falei de um personagem. So Mi Ra, a pobrinha que traía a amiga por dinheiro. Primeiro de tudo: achei que a Im Se Mi super combinou com esse papel sem graça, pois é a cara dela ser a coitadinha, injustiçada e sempre “castigada” do drama. Sério. Não é que sou cismada, simplesmente não gosto do trabalho dela, ponto. E a Mi Ra foi o cúmulo. Por que colocar alguém pra ficar tirando dinheiro da ceguinha, hein? Gente, coitada, ela já sofre o suficiente no drama, não precisa de alguém que tire dinheiro dela e ainda diga que é amiga. E o pior é que, no fim das contas, ela se explica pra Oh Young e fica tudo bem!


Nem vou comentar sobre quando Oh Soo se descobre apaixonado pela Young e não pode se aproximar dela por motivo de força maior, todo mundo já sabe como acontece em dorama, né? Mocinho e mocinha passam a se gostar, só que tem algo que os impede de ficar juntos, eles protagonizam muitas cenas fofas, se mantém separados até o final do drama e, no último capítulo, ficam juntos para todo sempre. Claro que TWTWB não foi diferente. Young descobre que ele a enganou o tempo todo, todo mundo se arrepende, ambos deixam de se ver e aí, aos 46 do segundo tempo, quando ela já voltou a enxergar, eles voltam. E os beijos sem graça são sempre os mesmos.

Mensagem subliminar:

O amor não é tão cego quanto dizem. Um dos dois sempre enxerga mais que o outro.