quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dorama: The Thousandth Man


Sinopse: Uma naruta da vida procura seu milésimo homem para que possa se tornar humana.

Sinceramente, quando eu comecei a assistir este drama, pensei que ele ser meio sem gracinha, sabe? Tinha só oito episódios, sendo que dentro de um episódio de uma hora e cinco, aproximadamente, tinham dois episódios, com cerca de trinta minutos cada. Mas o que tinha de diferente dos outros? Absolutamente nada. Só assisti porque queria saber como seria esta versão das lendas das narutas, digo, gumihos.


Go Mi Jin é a nossa raposinha solitária da vez. Era simplesmente uma raposa, juntamente com sua mãe e irmã mais nova, quando comeram uma erva venenosa da mata e deram início ao processo de transformação em humanas. No entanto, elas teriam o prazo de mil anos para comer mil fígados de homens que as amassem de verdade. Sua mãe e irmã concluíram o processo. Já Mi Jin conseguiu apenas 999 fígados e seu prazo está chegando ao fim. Ela tenta arduamente achar um homem, entretanto, digamos que, até mesmo as raposas, que eram símbolo de beleza há uns mil anos atrás, estão tendo dificuldades em arranjar um amor de verdade.


Eung Suk é o mocinho que, pelo que deu para perceber, é rico e cheio de problemas na vida pessoal. Não tem um envolvimento sentimental  desde... sempre, até conhecer Mi Jin, seu amor de cerca de uns... dez séculos atrás. O que eu não consegui entender foi: ele era uma reencarnação do marido da Mi Jin ou uma espécie de cópia/sósia como a Elena e a Katherine de The Vempire Diaries? Acho que foi uma das únicas coisas que ficou meio no ar sobre ele - assim como aquela criança que o chama de papai no fim do drama. Afinal, de quem ela era filha mesmo? Fora isso, achei ele meio Cha Dae Woon - My Girlfriend is a Gumiho -, o tipo de personagem/ator que você acha feio, entretanto, conforme o drama vai andando, ele vai se mostrando cada vez mais fofo e, no fim, você tá quase dobrando o menino no meio, botando no bolso e indo pra igreja mais próxima se casar com ele.


Mi Mo era a garota chatinha que achava que podia mais do que a irmã só porque conseguiu se transformar em humana. Cismada que queria o Eung Suk, começou a segui-lo durante duas horas diárias até que ele deu a cortada master que faltava para ela parar. No entanto, como estamos falando de um drama coreano, todas as panela merecem sua tampa, mesmo as frigideiras, claro. Woo Hyun estava sempre por perto e já tinha se confessado milhões de vezes, sem falar que era o único amigo mesmo que ela tinha. Então, como já é de se esperar, acabaram juntos.


E óbvio que não pode faltar o vencer do prêmio "Barraquinha de Pastel do Drama" de hoje, né? O secretário Park foi o humor maior da coisa toda. Seus acessos de raiva e tristeza facilmente escondidos pelos óculos escuros quando necessário e o seu provável TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo - deram aquele ânimo no drama, que, no geral, foi mais triste que feliz. Sem falar na sua eterna rixa com o Kyung Suk pelo amor de sua amada Mi Sun, que tornou as coisas bem mais divertidas.


No começo, achei que Mi Sun era o tipo de mãe que queria que as filhas fizessem apenas o que ela mandasse, como uma boa matriarca de mais de mil anos. E as minhas desconfianças se confirmaram depois que a Mi Jin decidiu que iria deixar as coisas como estavam e dedicar o restinho do seu tempo e amor à Eung Suk. Só que, mais tarde, meio que acabei com um coração na mão, pois Mi Sun foi uma mulher que batalhou para manter suas duas únicas filhas remanescentes vivas. E, levando em consideração que era o troféu da disputa entre Kyung Suk e o secretário Park, ela foi legalzinha.


Para falar bem a verdade, The Thousandth Man foi um drama totalmente voltado para o amor, seja ele de mãe e filhos, irmãos, amigos ou um relacionamento mesmo. Quando vai se aproximando do fim, se você tiver uma boa percepção, vai notar que Mi Jin está sempre com algumas questões para resolver, como: devo deixar minha família, minha vida e todo o esforço que tive para conseguir todos os fígados que comi por amor? Ou devo valorizar somente a mim e a minha família, fingindo que aquela pessoa que está me oferecendo sua vida não vale nada, que não teve esforços também? É quase como pensar sobre amor ao próximo. Profundo ou não, ainda assim, faz muita gente chorar - tipo, eu. E, como não pode faltar em todo o bom drama, passagem de tempo, minha velha amiga. Por que eles fizeram aquela passagem de tempo gigante - cerca de cinco ou seis anos - apenas para mostrar todos felizes? Isso foi apenas uma forma de dizer que todos estavam mais felizes sem a Mi Jin ou que tinha conseguido superá-la completamente?

Mensagem Subliminar:

Comer o fígado alheio ainda faz parte da alta culinária asiática.