quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Dorama: Big (Post master, leia até o fim!)


Sinopse: Um garoto de 18 anos troca de corpo com o noivo de 30 anos de sua professora de história.

Foi a maior da decepção da minha vida! Pronto, falei. Eu precisava desabafar sobre isso, cara, juro. Talvez porque eu esperava tanta coisa dele e acabou não vingando, não satisfez meu desejo de ver um drama decente no pouco de tempo livre que me restava, fazendo com que eu perdesse quase dezessete horas sagradas da minha vida preciosa. Olha que delícia, estou aproximadamente dezessete horas mais velha! E você deve estar se perguntando se eu nasci louca assim ou me aperfeiçoei com o tempo, então eu te respondo que nenhuma nem outra. O negócio simplesmente foi ruim e ponto. Sem dúvida alguma foi a minha maior decepção desde Heartstrings.


Por que melhor do que começar com a mocinha do drama? Kil Da Ran tem 26 anos e é professora de história em uma escola aí que eu nem lembro mais o nome, mas isso não vem ao caso. Ela é noiva de Seo Yoon Jae e professora responsável por mostrar a escola e repassar todas as regras da escola para o novo aluno, Kang Kyung Joon. De início, o que se nota é que ela não era professora e estava tentando passar em uma espécie de concurso público para se tornar professora. Apesar de ser noiva, dá para perceber que ela é inocente em alguns aspectos em relação ao seu relacionamento com Seo Yoon Jae, o que torna algumas situações engraçadas e outras trágicas demais. Sem falar que a família dela é uma comédia.


De início, esse era o Kang Kyung Joon com uma de suas únicas feições que ele não fica parecido com um macaco. Desculpa, fãs da nova estrelinha do kpop que caiu neste drama, não me matem, me feriam ou qualquer coisa assim, o menino sério parece um chimpanzé furioso! Falo mesmo! Ai, nem quero falar muito nesse menino com essa aparência porque Gong Yoo interpretou Kang Kyung Joon desde o final do primeiro capítulo, então esse aí nem conta muito...


Seo Yoon Jae é o pediatra que todo mundo quis ter um dia e não teve. Lindo, delícia do verão coreano, gentil, bom samaritano até o último fio de cabelo. Aparentemente muito pop no hospital em que trabalha e as criancinhas o amam. E quem não amaria, né? Pois é, o problema é que já no começo do drama, quando Kang Kyung Joon passa a habitar em seu lindo corpinho, um suposto affair entre ele e a médica assistente feiosinha é descoberto por Kang Kyung Joon e, mais tardar, por Kil Da Ran. O carinha é todo cheio dos segredos, porém, no fim, é boa gente.


Esse sim é Kang Kyung Joon para mim. Bobo, teimoso, irritante, mimado, rico, órfão e ótimo em deixar as pessoas em situações desconfortáveis. Ele é americano e veio morar na Coréia, pois as únicas pessoas maiores de idade de sua família dispostas a cuidar dele moram lá. Além do mais, sua mãe já havia comprado uma casa para que pudesse viver durante os tempos da faculdade, quando ingressasse nela, claro. Apesar de tudo, Kang Kyung Joo é um mocinho muito legal e acho que esse papel se encaixou perfeitamente com Gong Yoo, afinal, papel de trintão, rico, VASPF - Vagabundo Anônimo Sustentado pela Família - e com algum tipo de problema interno é a dele, agora mudar a parte do trintão para alguém que nem alcançou a maioridade ainda e continuar com a mesma aparência, apenas fingindo ter 18 é que se torna a parte mais difícil.


Neste drama, eu não soube identificar quem eram os vilões de verdade, pois a maré inteira remava contra Kang Kyung Joon/Seo Yoon Jae e Kil Da Ran. E Lee Se Young não foi diferente. Ela não era bem uma vilã, daquelas que faz de tudo para o casal principal não ficar junto e tal, apenas era louca Seo Yoon Jae tanto quanto Kil Da Ran e deseja que os dois não deem certo para que ele corra para seus braços livremente. A grande desconfiança do início do drama é o possível caso entre ambos, entretanto, nunca tiveram nada, ela que forçava a barra pra ver se o moço iria mudar de ideia ou ficar só na amizade mesmo. Nada de muito incômodo.


Jang Ma Ri é a chatinha mimada essencial em qualquer drama adocicado. Ela é persistente, perseguidora, às vezes irritante, insistente, mas é gente boa também. Primeira vez que vejo uma pseudo-vilã tão espertinha.  Com exceção das simpatias que tentou fazer para destrocar Kang Kyung Joon e Seo Yoon Jae, seus planinhos até que davam certo. Era ótima com fotografias e pequenos detalhes, tanto que descobria tudo rapidamente em pequenas sacadas que mais ninguém tinha, apenas ela. Achei que esse papel casou tão perfeitamente com Suzy quanto Gong Yoo como Kang Kyung Joon. Ela tem toda aquela meiguice e rostinho de anjo necessários para cumprir seu papel belamente. Só achei que aquele negócio de se arrastar pelo Kang Kyung Joon foi demais, tipo, mano, ela é bad girl and she doesn't need a man. Brincadeirinha, no entanto, achei péssimo isso, sério.


Kil Choong Shik era o irmão mais novo de Kil Da Ran, "rival" de Kang Kyung Joon e apaixonadíssimo por Jang Ma Ri. Era divertidíssimo, estava nos lugares errados, nas horas erradas e acabava vendo alguma coisa sobre Da Ran e Kyung Joon, então sempre fazia uma confusão porque invertia toda a situação e acabava repassando para as outras pessoas mais errado ainda.


Os pais de Yoon Jae eram o mistério por trás do mistério até, mais ou menos, o capítulo sete, se não me engano. O pai era a grande sacada da coisa toda. Ele era apaixonadinho pela mãe do Kang Kyung, Joon, Hee Soo, todavia, era casado com a mãe de Yoon Jae. Aí quando Yoon Jae ficou doente, provavelmente leucemia, pelo que aparentou, eles precisavam de um irmão de proveta para o mocinho dodói. E o que aconteceu? Usaram o óvulo já fecundado e congelado que haviam feito anos antes para salvar o filho, usando Hee Soo para ser a mãe da criança, já que a mãe de Yoon Jae não podia mais ter filhos. Sendo assim, o grande mistério misterioso do drama inteiro é Yoon Jae e Kyung Joon, ambos bebês frutos de inseminação artificial, eram na verdade irmãos, ou seja, Kyung Joon nunca foi órfão naquela triste vida dele. Pronto, revelei o drama inteiro.


Além de toda essa galera principal, tinha também o casal barraca de pastel do drama, que não pode faltar, claro, Professor Na e Ae Kyung. Eles não foram a coisa mais engraçado do mundo, mas deram pro gasto em algumas cenas e, levando em consideração o péssimo final de todos os outros personagens, foram os únicos que se deram bem de verdade porque acabaram juntos mesmo, casados e esperando o filho ou filha, sei lá, que estava a caminho.


Os grandes pontos verdadeiramente altos desse drama foram sem dúvida alguma: a coleção de camisas linda de Kyung Joon/Yoon Jae, não via uma tão linda assim desde My Name is Kim Sam Soon, a coleção de óculos dos mesmos, a comédia na medida certa de uma draminha adocicado como esse, os sorrisos e choros de Gong Yoo, o choco abs do mesmo bem exposto durante os primeiros capítulos e os figurinos da Ma Ri. O grande absurdo de tudo, para mim, começou a partir do momento em que as coisas começaram a se explicar durante o drama. Afinal de contas, sua alma sair do seu corpo e entrar no de outra pessoa que você nem conhece não é um fenômeno que acontece todos os dias, convenhamos. Eu achava que, sei lá, uma mágica divina, ou não, tivesse trocado eles de corpo, como em Freak Friday, que mãe e filha trocam de corpo para que possam entender melhor o mundo uma da outra e aprendam a conviver de verdade. Só que não. Eles explicaram, explicaram, explicaram e continuou não fazendo o menor sentido para mim. No começo, você pensa que tem algo a ver com o tal livrinho chamado Miracle, porém não tem. Como Kyung Joon salvou Yoon Jae quando pequeno com seu sangue, o propósito da troca seria Kyung Joon aprender alguma coisa, que ainda não sei o que é, durante sua "vida adulta" enquanto as memórias de tudo que ele viveu depois do acidente pudessem ser armazenadas e depois jogadas fora quando trocassem de corpo de novo. Ou seja, ele ia viver um monte coisas, esquecer tudo quando voltasse para seu corpo e, ao acordar, teria uma nova família e Ma Ri esperando ansiosamente para se casar com ele...


E qual é a moral da história? Sei lá, eu não vi moral nenhuma, mas beleza. Eu nunca irei conseguir entender como as Irmãs Hong conseguem ter ideias tão boas e destruí-las sempre no último capítulo, quando era para ficar bom de verdade. No final das contas, as boas interpretações e o ótimo enredo foram jogados no lixo sem dó. Nem os temas abordados, como abandono, inseminação artificial, o relacionamento entre uma mulher mais velha e um homem mais novo, foram capazes de salvar a catástrofe que foi o final. Este começou ótimo, de repente ficou ruim e aí acabou péssimo.

Mensagem Subliminar:

Não tem jeito, pode ser aqui ou na Coréia, mas o primeiro amor de um homem sempre será a professorinha bonitinha.