quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Filme: Helter Skelter


Sinopse: Lilico é uma modelo viciada em flashes, holofotes e cirurgias plásticas.

Para começo de conversa, esse é um filme +18, porém, como é um filme japonês, eu pensei “não pode ser tão hardcore assim, né?”. Claro que eu estava errada. Por isso, se você tem menos que 16, 17 anos, não assista, ok? Mas, saindo deste momento moralista, resolvi assistir porque eu não tinha nada melhor para fazer e pensei que nada poderia ser pior do que torrar de calor e morrer entediada, certo? E, desta vez, eu não estava errada.


Lilico é modelo. Só ser modelo, para algumas pessoas, já é sinal de futilidade. Só que Lilico ultrapassa os níveis masters de futilidade! Ela era uma garota do interior, feia, que foi descoberta por uma agente de modelos e decidiu que, com “pequenos reparos”, estaria pronta para o estrelato. No entanto, para se manter sempre jovem e bonita, Lilico vive a base de remédios, receitados pela própria clínica, para que aja, periodicamente, a “manutenção das plásticas”. Lilico era o Michael Jackson japonês, assim dizendo.


A ajudante dela, Hada, foi a que mais sofreu com essa malandrinha da Lilico, pois, mesmo com todas as maldades de Lilico fez com ela – inclusive dar uns pegas em seu namorado, Shin –, Hada continuava amando-a. Hada é como o cão de guarda de Lilico, tudo que ela manda, Hada faz, não importa o que seja. Até ácido no rosto de outra modelo ela jogou!


Kozue era a rival que surgiu na metade da história para dar o empurrãozinho que faltava para Lilico começar a despencar no abismo. De uma hora para outra, Kozue passou a ser a cara das capas de revistas, propagandas, filmes, jornais e da adolescência, cargo que já havia sido de Lilico durante muito tempo. E o que faz com que Lilico fique com mais ódio de Kozue é porque a nova modelo é totalmente natural, sem nenhuma plástica e quase sem maquiagem. Kozue é bonita de natureza, pronto, acabou.


Lilico é o tipo de pessoa linda, que encanta a todos, mas que, por dentro, é vazia, desprovida de valores e isso faz com que ela faça qualquer coisa para conseguir o que quer. E, com o surgimento de manchas em sua pele, novas cirurgias e a chegada de Kozue, é que começa a queda de Lilico. Aos poucos, ela começa a enlouquecer, ter alucinações, surtos depressivos e passa a manipular Hada e Shin, no intuito de se sentir “amada” de novo.


Gostei do filme, só que a grande falha dele é ser muito extenso, coisa que não precisa, já que a história é seca, direta e meio rápida. O fato de ter dado uma amostra rápida de como era Lilico quando estava em ascensão fazia com que sobrasse muito mais tempo para se elaborar situações que a fizessem decair, o que ficou muito enrolado. Duas horas de filme foi demais, afinal, pelo menos meia hora foi só encheção de linguiça, que podia muito bem ter ficado de fora. E, considerando que o light novel tinha uma história mais abrangente e detalhada, estas duas horas poderiam ter aproveitado as histórias do elenco de apoio também, como no LN.


Claro que a atriz principal, Erika Sawariji, mostrou que, mesmo cinco anos de hiatos, não foram suficientes para lhe deixar caquética cenicamente. Mostrou toda sua desenvoltura, jogo de cintura e que, sim, as japonesas podem ser sensuais até mesmo quando quando a gente não espera. Sem falar que, apesar de o roteiro se perder quase que sempre, Sawajiri manteve seu ritmo de atuação, o que deu uma melhorada na situação. E a trilha sonora foi genial. Música clássica sempre dá um tom mais assombroso que o normal, né? Outra coisa que quero deixar bem claro: Mika Ninagawa deveria tentar dirigir mais filmes porque a fotografia ficou sensacional. Ela conseguiu dar todas aquelas cores que estão inclusas em seus trabalhos como fotógrafa, o que deu aquele charme. Aliás, ela deu exatamente aquele tom de luxúria e narcisismo que o filme precisava com aqueles tons fortes e quentes, como o vermelho e o laranja, que estavam presentes em todos os lados. 

Mensagem Subliminar:

Se você é feio, não tente ficar bonito, afinal, a beleza enlouquece e o sol não nasce para todos!


domingo, 20 de outubro de 2013

OFF — Voltando ao Kpop, Luis Fernando Veríssimo, Iron Maiden e resenhas

Vocês devem estar pensando o quão ninja eu sou parar falar sobre tudo isso em um post só, né? Pois é, eu não tenho tido muito tempo para aparecer aqui no blog e me sinto culpada por isso, mas entendam uma coisa: estou me esforçando ao máximo para terminar o ensino médio e eu necessito passar no vestibular, senão o mundo não suportará viver sem uma atriz de tanta qualidade quanto eu, certo? q
Agora é sério, sem zoeira. Essa semana eu tive a ideia mais magnífica da minha vida: baixar todas as músicas que eu me lembro de ter gostado algum dia, só para relembrar os bons e maus momentos. Obviamente, eu não vou baixar Xuxa só para baixinhos 7, né? u.u Porém, vou recuperar muita coisa como bandas não muito conhecidas - ou não muito lembradas -, tipo B5, doyoulike? e  Catch Side - que acabou faz um tempão, mas eu ainda amo muito - e resgatar o Kpop lindo e inesquecível, que eu parei de ouvir assim que o meu netbook deu pau e nunca mais voltou a vida.


Deixa eu contar para vocês que depois de terminar de ler meus tão amados O Teorema Katherine, John Green, e Morrer em Praga, Jeanette Rozsas e J. B. Gelpi, peguei um livro na biblioteca/cantina/depósito da escola - para você ver como a função da biblioteca da minha escola é bem definida! - do Luis Fernando Veríssimo, Melhores Comédias da Vida Privada. Claro que eu não botei muita fé no livro, mas como não conhecia o autor ainda, resolvi tentar. E sabe o que aconteceu? EU ESTOU AMANDO A LEITURA! Gente, ele é sensacional. Eu já tenho até crônicas preferidas, que são: O marido do Dr. Pompeu, Convenções, Cuecas, João e Maria, Carpaccio, Férias, Sala de Espera, João Paulo Martins, Lixo - que já era uma velha conhecida de muito tempo, só não sabia quem era o autor. E Eu ainda estou só começando!


Eu sei, já está meio tarde para falar de Rock in Rio, mas beleza. Iron Maiden, a famosa Donzela de Ferro, é muito conhecida entre os fãs e "simpatizantes" como Deuses do Metal. E não é para menos, claro. Não que eu nunca tivesse ouvido a banda antes do show de encerramento do festival, só que eu tinha preguiça de procurar uma música diferente de The Trooper ou The Flash of Blades, quem não sabe ainda, sim, eu tenho muita preguiça de procurar coisas sobre bandas que eu ouvi falar, mas ainda não conheço de verdade. E depois de ver toda aquela energia de Bruce e todos os seus colegas de banda tocando um metal de qualidade, com agudos, solos e riffs maravilhosos, eu passei a ouvir e estou apaixonada para sempre por Iron, gente. Sem falar que as letras são bem interessantes. Pra quem não gosta de algo muito "pesado", comece ouvindo Wasting Love - minha preferida ever


E faz tempo já que eu venho prometendo resenhas, né? Mas eu juro que ainda essa semana eu vou postar duas resenhas - ou uma e meia, depende do ponto de vista, óbvio. Eu fiquei relutante em postar algo sobre o filme Helter Skelter, então eu vou fazer só uns comentários sobre ele e tudo mais, nada muito extenso. E, claro, vou falar sobre o lançamento mais esperado entre os otakus - ou simplesmente quem foi criança entre os 80 e 2000 -, Dragon Ball: Battle of Gods. SIM, EU JÁ ASSISTI! ME INVEJEM PARA SEMPRE! Só que vocês só vão saber como é quando eu postar a resenha ~sai correndo~.



É isso, beijo no coração de vocês ;*

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

5 filmes que eu assisti atualmente e estou recomendando

Eu sei, eu sou uma nojenta que não merece atenção e todos aqui me odeiam, eu prometo as coisas não cumpro etc etc etc. Mas vamos largar esse ódio de lado que hoje eu estou cumprindo o que tinha prometido pra sábado, depois pra domingo e só lembrei de fazer hoje! Ignorem a minha distração, ok? Pelo menos eu não menti que estava ocupada demais pra fazer, relevem. Desculpa quem vai me odiar por isso, mas os títulos eu vou colocar os originais, nada de ficar colocando aqueles adaptados brasileiros horríveis.


Stella (Silve Verheider - 2008)

Eu acho que já comentei isso aqui, mas, se não, eu vou falar de novo: eu ando muito fissurada em cinema francês. Talvez porque a grande maioria deles - ou pelo menos, os que eu assisto - tem uma forma delicada e bonita de mostrar histórias que, às vezes, são até polêmicas. E claro que com Stella foi amor à primeira assistida, né? Coisas que para nós podem ser estranhas, como passar o dia inteiro com pessoas que gastam os seus salários, praticamente, inteiros em jogos e bebida e ser amiga de cada um deles para Stella, uma garota de 11 anos, é rotineiro. Esse filme não tem grandes surpresas, grandes reviravoltas, gente morrendo, sendo perseguida ou qualquer coisa assim. Apenas mostra o cotidiano de uma menina de 11 anos que não vai bem na escola e mora com os pais em cima de um bar que ambos parecem dirigir dia e noite e como sua vida foi transformada a partir do momento em que a leitura passou a fazer parte do seu dia a dia. Claro que eu estou recomendando porque é um dos meus preferidos, então assistam, principalmente quem tem um carinho especial pela leitura.


Somos Tão Jovens (Antonio Carlos de Fontoura - 2013)

Só porque eu estou muito apaixonada por franceses não quer dizer que os brasileiros irão ficar de fora, óbvio que não. Somos Tão Jovens me deixou nervosa até o último segundo do seu lançamento, vocês não sabem quanto tempo eu esperei para ver esse filme, acho que cheguei a perder as unhas dos dedo! Não é segredo pra ninguém que eu tenho um amorzinho todo especial por Legião Urbana, principalmente pelo sempre genial Renato Russo e, por isso, eu fiquei ansiosa. Esse filme era tipo a promessa, a cinebiografia do ano. E, no fim, claro que eu me decepcionei um pouco. Não é desmerecer o filme, eu gostei de verdade, mas achei que algumas coisas ficaram sutis demais para alguém tão peculiar quanto Renato Russo. Este foi um marco na história do rock nacional. Renato deu início a toda uma geração inconformada, revolucionária e extremamente revoltada com a situação que se instalava na década de 1970-80 no país. Sem falar que, mesmo reconhecendo que se esforçou bastante para cumprir o seu dever, Thiago Mendonça, intérprete de Renato no filme, forçou a barra na hora de encarnar o personagem. Parecia que ele estava muito maios preocupado em "imitar" trejeitos de fala e gesticulação do falecido roqueiro do que dar um toque seu e mostrar do que realmente era capaz com um papel de tal peso. De qualquer jeito, vale a pena conferir.


Submarine (Richard Ayoade - 2010)

Submarine foi um dos filmes mais recentes que eu assisti e amei muito. Assim como Stella, esse filme não tem grandes surpresas, apenas trata a vida de um garoto de 15 anos, que tenta conquistar a garota por quem é apaixonado e ser o namorado perfeito para ela, assim como também quer arranjar uma forma de salvar o casamento-náufrago dos pais. Trata-se de filme sobre questões bem juvenis, como as descobertas do amor, a dúvida sobre as escolhas certas, quem você e os que te cercam são. É delicado, é bonito, é fofo, tem uma trilha sonora incrível que super combina com a ambientação e o ritmo que a história se desenrola.


XXY (Lucia Puenzo - 2008)

Essa foi a primeira vez em que eu vi falar sobre um assunto tão controverso de forma tão aberta. Pra quem não sabe, Síndrome de XXY é uma anomalia nos cromossomos sexuais, sendo que um homem terá no seu desenvolvimento genético um "X" a mais, dando-lhe características femininas. No filme, Alex é hermafrodita - ah, vá?! - e seus pais mudaram-se de cidade para escondê-la, pois acharam que definir o sexo que o filho ou filha deve ter não seria nada respeitoso com a criança. Alex até então não tem certeza do que quer ser, afinal, seu pai a trata como o Alex e, sua mãe, a Alex. Sem falar que ela nunca havia sentido nada de especial por ninguém para que pudesse definir o queria ser. Só a situação muda quando um casal amigo de sua mãe vai passar uns tempos na casa deles e leva o filho junto. Sinceramente, antes, eu nunca havia parado para pensar em um assunto tão "polêmico" quanto esse e, obviamente, XXY é tão aberto quanto as escolhas, os gostos e os sentimentos da Maria-João Alex que faz você ficar pensando sobre o assunto durante muito tempo. E devo dizer que, se você é como eu e não gosta de filmes em espanhol, esqueça um pouco esses detalhes e assista esse filme.


Across The Universe (Julie Taymor - 2007)

Foram as duas horas mais bem gastas da minha vida assistindo esse filme. Não tem nada nesse filme que eu não tenha amado - a não ser o Bono Vox, claro. Tudo nele é lindo, desde a fotografia com um ar romanticamente antigo até a trilha sonora completamente composta pelos maiores sucessos dos Beatles. As cenas são todas bem construídas e eu diria que o roteiro é impecável. O filme se passa nos anos 60, mais precisamente durante a guerra do Vietnã. Jude, Lucy, Max, Sadie, Jojo e Prudence se conhecem - e não sei como, mas se acumulam aos poucos dentro do pequeno apartamento de Sadie, que só parecia pequeno - e se envolvem em uma história de revolução música e amor. O que eu achei mais interessante no filme, além da trilha sonora que me faz enlouquecer e cantar pros quatro cantos do mundo, foi o fato de querer abordar como era a juventude daquela época, muitas vezes sub-julgada erroneamente como "bando de loucos radicais", quando, na verdade, apenas queriam promover a paz mundial, no intuito de que jovens como Max, irmão de Lucy, não tivessem que ser obrigados a continuarem arriscando suas vidas. Com certeza, esse é um filme que todos deveriam assistir.

Gente, é isso. Se vocês gostaram da lista ou de algum filme, assistam que eu digo que vale muito a pena, ok? Se quiserem recomendar alguns filmes para eu assistir, também estou aceitando.

Beijos ;*

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Dorama: That Winter, Wind Blows (super-mega-ultra-power post)


Sinopse: Um apostador vigarista se faz passar por irmão da herdeira de um grupo empresarial cega.

Pela sinopse, parece ser aqueles dramas bem, mas bem dramáticos que chegam a dar diabetes de tão doces que são. Só que não. That Winter The Wind Blows é mais, minha gente. O bagulho já começa com gente sendo roubada, surras com direito a pessoas voando em muitas direções diferentes, atividade suspeita da governanta, gente morrendo, gente sofrendo, gente se acidentando, levando facada... enfim, é um drama bem movimentado desde o começo tanto que nem consegui fazer uma resenha pequena! Vamos aos personagens.


Oh Soo é o nosso vigarista-sobrevivente-irmão falso-mocinho. Ele se movimentou tanto nesse drama que nem sei o que dizer. Oh Soo mora com mais dois amigos: Oh Soo, irmão e herdeiro verdadeiro, e Jin Sung, a sombra do Oh Soo vigarista e aprendiz de pilantra. Quando o Oh Soo, o verdadeiro herdeiro do Grupo PL e irmão de Oh Young, morre ao ser atropelado, Oh Soo vigarista resolveu assumir seu lugar para conseguir dinheiro para pagar sua mais nova dívida de jogo: 7,8 bilhões de dólares! E, claro, como todo bom mocinho, faz todos sentirem pena dele com a triste história de vida que tem. Bem típico.


Oh Young é cega devido a Retinite Pigmentosa não tratada. A partir daí, ela começou a ficar trancada em casa ou sair apenas na companhia da secretária Wang, que é o problema do drama inteiro, porém não vamos falar dela agora. Apesar de cega, Young não é bobinha quanto à maioria das protagonistas. Ou melhor, não se parece em nada com a maioria delas. Young é grossa, forte e samba na cara do recalque. No começo, queria era dar uns tapas nela, porém, depois a gente se acostuma com esse jeito “vou te xingar sem perder a classe”, ainda mais, quando a tensão do enredo alivia um pouco e ela passa ser um doce de candura.


Jin Sung é o braço direito de Oh Soo e vigarista mirim. Ele é mais teimoso que uma mula empacada e se mete em bastante problema, quando não é por seguir o hyung onde ele estiver é por causa da irmã maluca, que passa o dia inteiro coçando e aprontando. Senti muito dó dele, pois ele era altos apaixonado pela Hee Sun e ela só o esnobando.


Hee Sun é a florista cheia de estilo, única mulher e segunda cabeça pensante do grupo dos vigaristas, irmã da ex-namorada de Oh Soo – que também morreu em um trágico acidente de moto – e o amorzinho do Jin Sung. Já no início do drama, ela é quem começa planejando toda a entrada de Oh Soo na casa das pessoas ricas, descobrindo desde onde a mãe dos herdeiros estudou até os nomes dos empregados e pessoas chegadas da família Oh. Em alguns momentos, senti um ódio mortal por ela desprezar tanto o pobre do Jin Sung, todavia fiquei toda feliz quando eles começaram a namorar. E sobre a mocinha atriz, sinceramente, acho que ela devia largar o APink e fazer carreira solo como atriz, sério. Desculpa gente que ama muito A Pink, entretanto, sinceramente, de verdade, um grupo que tem pink no nome não merece meu respeito. E haters vão dizer "mas você nem ouviu as músicas delas, não pode julgar", acreditem ou não em mim, sim, ouvi a maioria das músicas e não me agradei de nenhuma. Pois é.


Secretária Wang é de tudo um pouco no drama. Ainda não consegui descobrir se ela era vilã ou se era mocinha... bom, mocinha com certeza não era, afinal, a conduta desta mulher era não só suspeita, como também duvidosa. Por causa dela, Young ficou cega, viveu trancada dentro de casa e se tornou a mal-educada com classe – não é pra tanto – que nós amamos. Ela fez de tudo um pouco durante a vida: desviou dinheiro do Grupo PL, foi amante do pai de Young, que se separou da esposa por ela, manipulava um povo dentro da empresa, deixou a Young cega, investigou o Oh Soo o tempo inteiro, atormentou muita gente... A mulher não se contentou até ser expulsa da casa!


Bem, a história é um emaranhado de pessoas e histórias de vida, umas sofridas outras não muito. Pra quem ainda está se perguntando como que o Oh Soo conseguiu entrar na família sem que ninguém soubesse que ele era o irmão fake, bem simples: quando o pai e a mãe de Oh Soo de verdade e de Young se separaram, Oh Soo ficou com a mãe, Young ficou com o pai e, depois que cada um foi para seu canto, ninguém mais se viu, ainda mais quando a mãe dos bonitinhos mirins morreu. E depois que entra na casa, ele tem um prazo de cem dias – estipulado pelo gangster – para conseguir a grana e pagar a dívida. Mas tem um porém. Oh Soo não roubou esse dinheiro, como todos dizem. 


Quem, na verdade, pegou o dinheiro e o fez passar um ano inteiro na cadeia foi a louca, obsessiva e desvairada So Ra, ex-namorada – viva, bem importante falar isso – de Oh Soo. No entanto, claro que não vou entrar em detalhes sobre a personagem, pois senão vou ter que falar sobre todo o elenco de apoio, que, às vezes, aparecia mais que os protagonistas. Apenas saibam que ela era um ser muito irritante e qualquer pessoa normal tem vontade de vê-la sofrendo um acidente bem feio e acabar morrendo logo. Entretanto, como isso é um drama coreano e não uma novela mexicana, ela vai embora pra Itália com os 7,8 bilhões de dólares nos últimos capítulos.


O auge pra mim foi quando começava a passar as cenas lindamente fofas dos amiguinhos esquiando, rindo e conversando alegremente. E, claro, quando tocava Gray Paper, tinha muitos níveis diferentes e cada vez mais elevados de fangirl. Sofri demais com todas aquelas lágrimas, aqueles lamentos cheios de "eu não tenho nenhuma razão para viver" e “por que eu continuo querendo viver?”. Sem falar que o drama inteiro tinha cenários bonitos e uma fotografia tão suave que dava vontade de entrar na tela só pra ficar rolando na neve.


E, como não existe drama perfeito, óbvio que o final teve que ser daqueles que você tem vontade de começar a Terceira Guerra Mundial, né? Nos três ou quatro primeiros episódios teve uma passagem de tempo de um ano. Até aí, ok. Não foi tanto tempo assim, até porque Oh Soo tinha que sair da cadeia logo, né? Mas no último capítulo ter mais um ano?! Ah, tenha dó, né? Por que asiáticos gostam tanto desse negócio de “vamos passar uns cinco anos desde a última vez que eles se viram”? NÃO É NADA LEGAL ISSO, GENTE! VAMOS SE TOCAR, CERTO? Outra coisa que achei um absurdo foi aquela pseudo-morte do Oh Soo. Era mesmo necessário? Roteiristas, assim não há coração que aguente, né?


Já falei tudo? Não, ainda não. Vamos contar. Falei que a trilha sonora é boa: não. Então, a trilha sonora é linda e nem o fato de ter uma SNSD que não gosto tanto assim estragou, aliás, a música dela ficou legal. Falei da passagem de tempo. Falei da “terrível” So Ra, que só contrataram para ficar enchendo a linguiça de farofa. Falei dos momentos choráveis. Ah... mas não falei de um personagem. So Mi Ra, a pobrinha que traía a amiga por dinheiro. Primeiro de tudo: achei que a Im Se Mi super combinou com esse papel sem graça, pois é a cara dela ser a coitadinha, injustiçada e sempre “castigada” do drama. Sério. Não é que sou cismada, simplesmente não gosto do trabalho dela, ponto. E a Mi Ra foi o cúmulo. Por que colocar alguém pra ficar tirando dinheiro da ceguinha, hein? Gente, coitada, ela já sofre o suficiente no drama, não precisa de alguém que tire dinheiro dela e ainda diga que é amiga. E o pior é que, no fim das contas, ela se explica pra Oh Young e fica tudo bem!


Nem vou comentar sobre quando Oh Soo se descobre apaixonado pela Young e não pode se aproximar dela por motivo de força maior, todo mundo já sabe como acontece em dorama, né? Mocinho e mocinha passam a se gostar, só que tem algo que os impede de ficar juntos, eles protagonizam muitas cenas fofas, se mantém separados até o final do drama e, no último capítulo, ficam juntos para todo sempre. Claro que TWTWB não foi diferente. Young descobre que ele a enganou o tempo todo, todo mundo se arrepende, ambos deixam de se ver e aí, aos 46 do segundo tempo, quando ela já voltou a enxergar, eles voltam. E os beijos sem graça são sempre os mesmos.

Mensagem subliminar:

O amor não é tão cego quanto dizem. Um dos dois sempre enxerga mais que o outro.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dorama: The Thousandth Man


Sinopse: Uma naruta da vida procura seu milésimo homem para que possa se tornar humana.

Sinceramente, quando eu comecei a assistir este drama, pensei que ele ser meio sem gracinha, sabe? Tinha só oito episódios, sendo que dentro de um episódio de uma hora e cinco, aproximadamente, tinham dois episódios, com cerca de trinta minutos cada. Mas o que tinha de diferente dos outros? Absolutamente nada. Só assisti porque queria saber como seria esta versão das lendas das narutas, digo, gumihos.


Go Mi Jin é a nossa raposinha solitária da vez. Era simplesmente uma raposa, juntamente com sua mãe e irmã mais nova, quando comeram uma erva venenosa da mata e deram início ao processo de transformação em humanas. No entanto, elas teriam o prazo de mil anos para comer mil fígados de homens que as amassem de verdade. Sua mãe e irmã concluíram o processo. Já Mi Jin conseguiu apenas 999 fígados e seu prazo está chegando ao fim. Ela tenta arduamente achar um homem, entretanto, digamos que, até mesmo as raposas, que eram símbolo de beleza há uns mil anos atrás, estão tendo dificuldades em arranjar um amor de verdade.


Eung Suk é o mocinho que, pelo que deu para perceber, é rico e cheio de problemas na vida pessoal. Não tem um envolvimento sentimental  desde... sempre, até conhecer Mi Jin, seu amor de cerca de uns... dez séculos atrás. O que eu não consegui entender foi: ele era uma reencarnação do marido da Mi Jin ou uma espécie de cópia/sósia como a Elena e a Katherine de The Vempire Diaries? Acho que foi uma das únicas coisas que ficou meio no ar sobre ele - assim como aquela criança que o chama de papai no fim do drama. Afinal, de quem ela era filha mesmo? Fora isso, achei ele meio Cha Dae Woon - My Girlfriend is a Gumiho -, o tipo de personagem/ator que você acha feio, entretanto, conforme o drama vai andando, ele vai se mostrando cada vez mais fofo e, no fim, você tá quase dobrando o menino no meio, botando no bolso e indo pra igreja mais próxima se casar com ele.


Mi Mo era a garota chatinha que achava que podia mais do que a irmã só porque conseguiu se transformar em humana. Cismada que queria o Eung Suk, começou a segui-lo durante duas horas diárias até que ele deu a cortada master que faltava para ela parar. No entanto, como estamos falando de um drama coreano, todas as panela merecem sua tampa, mesmo as frigideiras, claro. Woo Hyun estava sempre por perto e já tinha se confessado milhões de vezes, sem falar que era o único amigo mesmo que ela tinha. Então, como já é de se esperar, acabaram juntos.


E óbvio que não pode faltar o vencer do prêmio "Barraquinha de Pastel do Drama" de hoje, né? O secretário Park foi o humor maior da coisa toda. Seus acessos de raiva e tristeza facilmente escondidos pelos óculos escuros quando necessário e o seu provável TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo - deram aquele ânimo no drama, que, no geral, foi mais triste que feliz. Sem falar na sua eterna rixa com o Kyung Suk pelo amor de sua amada Mi Sun, que tornou as coisas bem mais divertidas.


No começo, achei que Mi Sun era o tipo de mãe que queria que as filhas fizessem apenas o que ela mandasse, como uma boa matriarca de mais de mil anos. E as minhas desconfianças se confirmaram depois que a Mi Jin decidiu que iria deixar as coisas como estavam e dedicar o restinho do seu tempo e amor à Eung Suk. Só que, mais tarde, meio que acabei com um coração na mão, pois Mi Sun foi uma mulher que batalhou para manter suas duas únicas filhas remanescentes vivas. E, levando em consideração que era o troféu da disputa entre Kyung Suk e o secretário Park, ela foi legalzinha.


Para falar bem a verdade, The Thousandth Man foi um drama totalmente voltado para o amor, seja ele de mãe e filhos, irmãos, amigos ou um relacionamento mesmo. Quando vai se aproximando do fim, se você tiver uma boa percepção, vai notar que Mi Jin está sempre com algumas questões para resolver, como: devo deixar minha família, minha vida e todo o esforço que tive para conseguir todos os fígados que comi por amor? Ou devo valorizar somente a mim e a minha família, fingindo que aquela pessoa que está me oferecendo sua vida não vale nada, que não teve esforços também? É quase como pensar sobre amor ao próximo. Profundo ou não, ainda assim, faz muita gente chorar - tipo, eu. E, como não pode faltar em todo o bom drama, passagem de tempo, minha velha amiga. Por que eles fizeram aquela passagem de tempo gigante - cerca de cinco ou seis anos - apenas para mostrar todos felizes? Isso foi apenas uma forma de dizer que todos estavam mais felizes sem a Mi Jin ou que tinha conseguido superá-la completamente?

Mensagem Subliminar:

Comer o fígado alheio ainda faz parte da alta culinária asiática.



sábado, 16 de março de 2013

Animê: Petshop of Horrors


Sinopse: Pessoas são assassinadas pelos seus bichinhos de estimação, todos comprados no mesmo pet shop.

Não sei se alguém lembra, mas uma vez eu disse que queria ampliar os assuntos aqui do blog, então é isso que eu estou fazendo agora ao postar minha primeira resenha de animê. Muita gente fica meio na dúvida quando se fala em críticas aos animês porque é tudo em animação, ou seja, parece que não tem muita coisa pra se falar sobre. Mas e se não tivesse, eu inventava.


Count D, ou Conde D, é o dono da loja pra lá de suspeita. Primeiro de tudo: se ele não falar, você acha que é mulher porque ele tem cara de novinha-rata-de-manicure. As coisas que se sabe sobre ele são que adora doces, é dono da loja de animais e, pelo jeito, adora fazer a unha. Só isso. Nada mais. Achei isso indignante, pois fazem um animê e nem para explicar a história do personagem principal! Foi demais para a minha cabeça.


Leon é o nosso investigador policial. Ele teve tanto sucesso em suas investigações quanto Rubinho Barrichelo em chegar na primeira colocação. Detalhe: ele vive na loja de animais, Count D conta várias coisas para ele e mesmo assim, no fim do animê, não consegue pôr a culpa em ninguém. Sendo assim, acho que a presença dele é só pra encher linguiça ou para dizer que os Estados Unidos tem detetives  muito presentes..


Todos os episódios começavam com a letra D, não me pergunte o porquê dessa palhaçada que nem sei ainda. O primeiro se chamada Daughter - filha - e conta a história de um pai e uma mãe que acabaram de perder sua filha, Alice, para as drogas. A meninas tinha quinze anos e carinha de anjo, no entanto, tinha ido parar muitas vezes na delegacia devido ao porte de drogas e furtos. Ainda muito abalados, os pais vão até a loja de Count D e compram uma coelha, a qual eles põe o mesmo nome da falecida. Em todas as compras, Count D faz os clientes assinarem um contrato com três termos, que seriam as condições para uma vida longa e feliz ao lado de seu animalzinho. Os termos eram não deixar que ninguém visse a coelha, alimentá-la somente com legumes, verduras e água, jamais com doces, e nunca deixar que o incenso que a acompanhava queimar completamente. E, no fim disso, o que os pais fizeram? Alimentaram a coelha com biscoitos. E o que aconteceu com eles? O pai morreu e a mãe ficou sozinha.


Acho que a segunda história, Delicious - delicioso(a) -, é a mais brisada e, ao mesmo tempo, a mais tensa de todas. Iason Grey tinha acabado de se casar quando sua mulher se suicidou na sua frente. Ele procura consolo com Count D ao saber que Eva, sua ex-mulher, havia encomendado um animal. A brisa começa a partir daqui: quando pergunta ao senhor D o que sua mulher havia encomendado, o cara diz que foi uma sereia. Aí você pensa que não, que é zoeira, que não tem esse negócio de sereia. Então eu te digo que sim, ela tinha comprado uma SEREIA, mano! Como se já não bastasse, Count D convence Iason que a sereia, na verdade, é Eva, que havia se transformado em humana apenas para se divertir com algum homem por aí. Os termos deste "bichinho" eram não deixá-la faminta, não mostrá-la a ninguém e trocar a água doce do aquário por água do mar. Depois de uns dias, convencido de que a sereia é mesma Eva, Iason esquece de alimentá-la e é devorado pela mesma. Olha que romântico.


O terceiro episódio é sobre um cara e seus lagartos, Despair - desespero. Ele era ator, apaixonado por répteis, no entanto, não conseguia um papel de destaque há anos e sua namorada havia o deixado por causa de seus animais de estimação. Ao ir à loja do Count D pela trilhonésima vez - sim, esse já era cliente dele antes e estava vivo ainda! -, o mesmo lhe mostrou uma espécie rara de lagarto, chamada Medusa, a qual não podia olhar em seus olhos sem ser petrificado. Quando a coisa fica feia para o lado dele e não consegue o papel que seu agente havia inscrito-o no teste, Robin resolve que vai descumprir seu contrato e olhar nos olhos de seu amado "bichinho de estimação". Ele morre e, por amor a ele, Medusa, olha seu próprio reflexo no espelho e também morre petrificada.


O quarto e último episódio é sobre o mito do Kirin, Dual - dualidade. Um candidato a governador e seu secretário vão até a loja de animais em busca do ser mitológico Kirin, que, reza a lenda, que não pode ser dominado por ninguém, apenas pelo seu escolhido que tem de ser merecedor, concedendo-o um desejo. Depois de muito insistirem, Count D vende o Kirin a eles, porém sem dizer que o "animal" irá escolher um ser merecedor de seu poder. Durante o trajeto de volta para casa, Roger e Kelly tentam salvar crianças de um ônibus desgovernado e acabam sofrendo um acidente, no qual Roger morre. O que ninguém espera é que o Kirin havia causado o acidente, pois somente o seu mestre-merecedor poderia sobreviver. E então concedeu o desejo de Kelly, que seria fazer sua "amiga", mulher de Roger sorrir de verdade. Sendo assim, sua alma entra no corpo de Roger e passa a "viver sua vida" como se Kelly quem tivesse morrido.


Visualmente, o animê é muito bonito, diria até meio avançado para a época em que foi lançado. A ideia principal também era ótima, porém ficou perdida e mal aproveitada devido ao fato de ter somente quatro episódios. Além disso, achei que muitas pontas soltas foram surgindo ao longo dos episódios e continuaram soltas. Tipo, quem era o Count D de verdade? Onde ele arranjava aqueles animais? Por que as pessoas viam suas pessoas amadas no lugar dos animais?  Essas e outras são perguntas que ficaram no ar sem resposta alguma e acho que seria interessante se existissem, né? A indústria asiática se preocupa muito com o número de episódios e esquece da qualidade do negócio. Por mim, poderia ter dez, vinte, trinta, quarenta, cem episódios com tanto que as perguntas fossem respondidas.

Mensagem Subliminar:


Asiáticos gostam de animais exóticos.




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Dorama: Big (Post master, leia até o fim!)


Sinopse: Um garoto de 18 anos troca de corpo com o noivo de 30 anos de sua professora de história.

Foi a maior da decepção da minha vida! Pronto, falei. Eu precisava desabafar sobre isso, cara, juro. Talvez porque eu esperava tanta coisa dele e acabou não vingando, não satisfez meu desejo de ver um drama decente no pouco de tempo livre que me restava, fazendo com que eu perdesse quase dezessete horas sagradas da minha vida preciosa. Olha que delícia, estou aproximadamente dezessete horas mais velha! E você deve estar se perguntando se eu nasci louca assim ou me aperfeiçoei com o tempo, então eu te respondo que nenhuma nem outra. O negócio simplesmente foi ruim e ponto. Sem dúvida alguma foi a minha maior decepção desde Heartstrings.


Por que melhor do que começar com a mocinha do drama? Kil Da Ran tem 26 anos e é professora de história em uma escola aí que eu nem lembro mais o nome, mas isso não vem ao caso. Ela é noiva de Seo Yoon Jae e professora responsável por mostrar a escola e repassar todas as regras da escola para o novo aluno, Kang Kyung Joon. De início, o que se nota é que ela não era professora e estava tentando passar em uma espécie de concurso público para se tornar professora. Apesar de ser noiva, dá para perceber que ela é inocente em alguns aspectos em relação ao seu relacionamento com Seo Yoon Jae, o que torna algumas situações engraçadas e outras trágicas demais. Sem falar que a família dela é uma comédia.


De início, esse era o Kang Kyung Joon com uma de suas únicas feições que ele não fica parecido com um macaco. Desculpa, fãs da nova estrelinha do kpop que caiu neste drama, não me matem, me feriam ou qualquer coisa assim, o menino sério parece um chimpanzé furioso! Falo mesmo! Ai, nem quero falar muito nesse menino com essa aparência porque Gong Yoo interpretou Kang Kyung Joon desde o final do primeiro capítulo, então esse aí nem conta muito...


Seo Yoon Jae é o pediatra que todo mundo quis ter um dia e não teve. Lindo, delícia do verão coreano, gentil, bom samaritano até o último fio de cabelo. Aparentemente muito pop no hospital em que trabalha e as criancinhas o amam. E quem não amaria, né? Pois é, o problema é que já no começo do drama, quando Kang Kyung Joon passa a habitar em seu lindo corpinho, um suposto affair entre ele e a médica assistente feiosinha é descoberto por Kang Kyung Joon e, mais tardar, por Kil Da Ran. O carinha é todo cheio dos segredos, porém, no fim, é boa gente.


Esse sim é Kang Kyung Joon para mim. Bobo, teimoso, irritante, mimado, rico, órfão e ótimo em deixar as pessoas em situações desconfortáveis. Ele é americano e veio morar na Coréia, pois as únicas pessoas maiores de idade de sua família dispostas a cuidar dele moram lá. Além do mais, sua mãe já havia comprado uma casa para que pudesse viver durante os tempos da faculdade, quando ingressasse nela, claro. Apesar de tudo, Kang Kyung Joo é um mocinho muito legal e acho que esse papel se encaixou perfeitamente com Gong Yoo, afinal, papel de trintão, rico, VASPF - Vagabundo Anônimo Sustentado pela Família - e com algum tipo de problema interno é a dele, agora mudar a parte do trintão para alguém que nem alcançou a maioridade ainda e continuar com a mesma aparência, apenas fingindo ter 18 é que se torna a parte mais difícil.


Neste drama, eu não soube identificar quem eram os vilões de verdade, pois a maré inteira remava contra Kang Kyung Joon/Seo Yoon Jae e Kil Da Ran. E Lee Se Young não foi diferente. Ela não era bem uma vilã, daquelas que faz de tudo para o casal principal não ficar junto e tal, apenas era louca Seo Yoon Jae tanto quanto Kil Da Ran e deseja que os dois não deem certo para que ele corra para seus braços livremente. A grande desconfiança do início do drama é o possível caso entre ambos, entretanto, nunca tiveram nada, ela que forçava a barra pra ver se o moço iria mudar de ideia ou ficar só na amizade mesmo. Nada de muito incômodo.


Jang Ma Ri é a chatinha mimada essencial em qualquer drama adocicado. Ela é persistente, perseguidora, às vezes irritante, insistente, mas é gente boa também. Primeira vez que vejo uma pseudo-vilã tão espertinha.  Com exceção das simpatias que tentou fazer para destrocar Kang Kyung Joon e Seo Yoon Jae, seus planinhos até que davam certo. Era ótima com fotografias e pequenos detalhes, tanto que descobria tudo rapidamente em pequenas sacadas que mais ninguém tinha, apenas ela. Achei que esse papel casou tão perfeitamente com Suzy quanto Gong Yoo como Kang Kyung Joon. Ela tem toda aquela meiguice e rostinho de anjo necessários para cumprir seu papel belamente. Só achei que aquele negócio de se arrastar pelo Kang Kyung Joon foi demais, tipo, mano, ela é bad girl and she doesn't need a man. Brincadeirinha, no entanto, achei péssimo isso, sério.


Kil Choong Shik era o irmão mais novo de Kil Da Ran, "rival" de Kang Kyung Joon e apaixonadíssimo por Jang Ma Ri. Era divertidíssimo, estava nos lugares errados, nas horas erradas e acabava vendo alguma coisa sobre Da Ran e Kyung Joon, então sempre fazia uma confusão porque invertia toda a situação e acabava repassando para as outras pessoas mais errado ainda.


Os pais de Yoon Jae eram o mistério por trás do mistério até, mais ou menos, o capítulo sete, se não me engano. O pai era a grande sacada da coisa toda. Ele era apaixonadinho pela mãe do Kang Kyung, Joon, Hee Soo, todavia, era casado com a mãe de Yoon Jae. Aí quando Yoon Jae ficou doente, provavelmente leucemia, pelo que aparentou, eles precisavam de um irmão de proveta para o mocinho dodói. E o que aconteceu? Usaram o óvulo já fecundado e congelado que haviam feito anos antes para salvar o filho, usando Hee Soo para ser a mãe da criança, já que a mãe de Yoon Jae não podia mais ter filhos. Sendo assim, o grande mistério misterioso do drama inteiro é Yoon Jae e Kyung Joon, ambos bebês frutos de inseminação artificial, eram na verdade irmãos, ou seja, Kyung Joon nunca foi órfão naquela triste vida dele. Pronto, revelei o drama inteiro.


Além de toda essa galera principal, tinha também o casal barraca de pastel do drama, que não pode faltar, claro, Professor Na e Ae Kyung. Eles não foram a coisa mais engraçado do mundo, mas deram pro gasto em algumas cenas e, levando em consideração o péssimo final de todos os outros personagens, foram os únicos que se deram bem de verdade porque acabaram juntos mesmo, casados e esperando o filho ou filha, sei lá, que estava a caminho.


Os grandes pontos verdadeiramente altos desse drama foram sem dúvida alguma: a coleção de camisas linda de Kyung Joon/Yoon Jae, não via uma tão linda assim desde My Name is Kim Sam Soon, a coleção de óculos dos mesmos, a comédia na medida certa de uma draminha adocicado como esse, os sorrisos e choros de Gong Yoo, o choco abs do mesmo bem exposto durante os primeiros capítulos e os figurinos da Ma Ri. O grande absurdo de tudo, para mim, começou a partir do momento em que as coisas começaram a se explicar durante o drama. Afinal de contas, sua alma sair do seu corpo e entrar no de outra pessoa que você nem conhece não é um fenômeno que acontece todos os dias, convenhamos. Eu achava que, sei lá, uma mágica divina, ou não, tivesse trocado eles de corpo, como em Freak Friday, que mãe e filha trocam de corpo para que possam entender melhor o mundo uma da outra e aprendam a conviver de verdade. Só que não. Eles explicaram, explicaram, explicaram e continuou não fazendo o menor sentido para mim. No começo, você pensa que tem algo a ver com o tal livrinho chamado Miracle, porém não tem. Como Kyung Joon salvou Yoon Jae quando pequeno com seu sangue, o propósito da troca seria Kyung Joon aprender alguma coisa, que ainda não sei o que é, durante sua "vida adulta" enquanto as memórias de tudo que ele viveu depois do acidente pudessem ser armazenadas e depois jogadas fora quando trocassem de corpo de novo. Ou seja, ele ia viver um monte coisas, esquecer tudo quando voltasse para seu corpo e, ao acordar, teria uma nova família e Ma Ri esperando ansiosamente para se casar com ele...


E qual é a moral da história? Sei lá, eu não vi moral nenhuma, mas beleza. Eu nunca irei conseguir entender como as Irmãs Hong conseguem ter ideias tão boas e destruí-las sempre no último capítulo, quando era para ficar bom de verdade. No final das contas, as boas interpretações e o ótimo enredo foram jogados no lixo sem dó. Nem os temas abordados, como abandono, inseminação artificial, o relacionamento entre uma mulher mais velha e um homem mais novo, foram capazes de salvar a catástrofe que foi o final. Este começou ótimo, de repente ficou ruim e aí acabou péssimo.

Mensagem Subliminar:

Não tem jeito, pode ser aqui ou na Coréia, mas o primeiro amor de um homem sempre será a professorinha bonitinha.