domingo, 25 de março de 2012

Drama: I Will Teach You Love



Sinopse: Uma mulher nada atraente - fisicamente - vai até uma agência no maior estilo "Hitch, o conselheiro amoroso" a fim de conquistar um cara que roubou seu coração há 12 anos.



Primeiramente, eu baixei esse drama descompromissadamente, apenas porque eu estava a fim de assistir alguma coisa pro tédio passar e aí... VAPU! Me deparo com esse cheiro de drama. No começo é bobinho e você não dá nada, entretanto, ele te envolve e te surpreende.




Lee Jin Lee, como pode-se perceber na capture a cima, não é uma mulher muito... hã... atraente. Ela é apaixonada por plantas, botânica e faz você sentir pena dela toda vez que resolve falar algo fofo sobre seu amor não correspondido. É um tanto ingênua e não sabe nada sobre homens, por isso, decide procurar uma agência que a ajude a conquistar seu homem. A atriz me conquistou totalmente no começo, pois eu pensei, ligeiramente, que seria uma Kim Sam Soon da vida que faz biquinho e cuida de plantas. Só que me decepcionei com o decorrer da história que, por acaso, acabou virando puro drama. Ainda assim, eu gostei dela e a personagem quase me fez ter um ataque com seus foras impagáveis.



Kwon Tae Joon foi o "Hitch" contratado pela Jin Lee. No começo, parece meio frio, não acredita no amor como um sentimento e, sim, como um negócio. Ok, o ator não é tão bonito assim, mas tem o fator "durão" a seu favor, o que faz todas as mocinhas gostarem dele. Cabelinho tenso o dele, eu sei, mas, acreditem em mim, no drama, ele era muito pior quando adolescente! Abstraiam isso, não tem nada a ver... voltando, sua grande missão é transformar Jin Lee em uma moça atraente e interessantes aos olhos masculinos, tanto que ele até sai com ela para comprar lingerie, alegando que homens têm raio X!



Choi Chul Woo, supostamente, é o homem que Jin Lee está tentando conquistar. É o gatinho sedutor da história toda. No começo, parece ser o menino mais fofo, fiel, atencioso, amoroso de todos os tempos. E de repente... BOOM! Vem a bomba: nada é o que aparenta. A segunda imagem que temos é que ele é um galinha, safado, sem vergonha, que deveria ter o coração metralhado. E de novo... BOOM! Ele não é isso também. Na verdade, ele é o verdadeiro cara que a Jin Lee contratou para conquistar o homem para quem ela dedicou 12 anos de puro amor. Muito bafão pra um drama? Calma, ainda tem mais...



Aí, sem nem ao menos perceber, Tae Joon está cada vez mais envolvido emocionalmente com  Jin Lee do que gostaria ou deveria, profissionalmente falando. Tanto que até começa a atender os pedidos da mulher, levando-a para jantar, recebendo comida na boca, levando-a para comprar um sapato novo, já que ela quebrou o salto pulando na rua, e a levando para jogar baseball. E tudo isso não é suficiente para que Tae Joon se dê conta de seus sentimentos por Jin Lee.



Como em todo drama que se preze, os mocinhos demoram quase o drama inteiro para descobrir que estão perdidamente apaixonados um pelo outro, ou seja, 489652521654ª Lei dos Dramas: os mocinhos só devem descobrir que se amam, quando todo mundo já souber disso e o drama já tiver passado da metade. Quando Tae Joon se deu ao trabalho de se vestir de palhaço apenas para fazer com que o "jogo" recomeçasse para Jin Lee na busca pelo seu namja, todos já sabiam que ele estava mó gamadão na novinha. Muito digno esses dois juntos, só achei tenso o fato de ele esperar até o último minuto para ir lá "arrancá-la" das mãos do "aproveitador" do Chul Woo. E aquele piti que ele dá quando descobre que a situação era invertida, que ela estava tentando conquistar ele e não o Chul Woo? Gente, quero que me joguem pedras se eu estiver errada, mas por que raios ele teve aquele piti? Tipo assim, o cara trabalhava há não sei quanto tempo "ajudando" homens a ganhar suas mulheres e, quando uma mulher o quis, ele deu aquele ataque de pelanca meio à lá Han Kyul. Pra mim, não dá esse negócio. Se todos os homens da Coréia forem assim, eu desisto dos meus 4987495461494951651984592165494521 bias!


Diferente dos dramas que eu costumo assistir, esse não era tão pastelão, daqueles que você se joga no chão de tanto rir e depois fica sem entender o motivo de tantas risadas. Claro, tinha a sagrada comédia de todo o bom drama, só que não era aquela coisa exagerada, era algo mais moderado, mais apropriado para um romance. Não é um drama triste que te faz ficar chorando durante um bom tempo como uma boba - a não ser que você seja uma manteiga derretida. É tristinho, dá dózinho dela e depois dá dózinho dele, quando ele passa por ela e ela o esqueceu devido a cirurgia que afetou sua memória. É bonito, é romântico, é engraçado, é envolvente, o desenrolar da história é fácil de compreender e de acompanhar, só achei tosco aquela coisa toda de "agência pra conquistar o amor da sua vida", sabe? A primeira coisa que pensei foi "bem coisa de asiático mesmo, hein?". Tirando isso, é um bom drama para se assistir se tem nada para fazer e quer uma história que valha realmente a pena, afinal, é um drama de apenas um episódio.

Mensagem subliminar:

Não tem jeito, já é fato consumado: mulheres asiáticas tem como maior sonho não ficarem velhas e sozinhas!

domingo, 18 de março de 2012

Drama: Rock Rock Rock


Sinopse: Doc-drama sobre um dos melhores guitarristas da história.

Sem dúvida, o melhor drama que assisti. Não estou dizendo isso só porque é sobre rock, Kim Taewon, Boohwal ou porque toca muito Led Zeppelin. Não. Gostei mesmo, de verdade. Quem não gosta de rock ou da história do mesmo, depois de assistir esse drama, simplesmente se apaixona! Sem palavras para descrevê-lo. Mas pra começar esse post com o pé direito e já entrar no clima da coisa, clique aqui :)


Kim Taewon é mais um desses caras que nasceram para a música, que, mesmo sem saber, a música já corria em suas veias e seu coração já pulsava acordes de guitarra. Quando pequeno, não gostava de estudar, vivia gazeando aula e era um inútil – em partes, claro – que havia se formado na escola noturna, ou seja, na escola dos vagabundos coreanos – caso não saibam, estudiosos e pessoas que vão bem nos estudos, estudam no horário integral, ou seja, durante o dia inteiro e, os VASPP’s estudavam na escola noturna. Aos treze anos, aprendeu o que era Rock n’ Roll com seu tio – obrigado, tiozinho, por ensiná-lo – e se empenhou para aprender a tocar violão. Em cinco meses, já dominava Baby I’m Gonna Leave You do Led Zeppelin – pra quem não sabe, essa música é horrores de difícil de tocar – que nem gente grande. Mais tarde, trocou seu violão por uma guitarra e passou a ser conhecido por Jimmy Page guitarrista do Led por seus amigos. E com o tempo, ele só foi melhorando suas habilidades, até chegar a fundar a banda Boohwal, por influência do seu tio lindo cheiroso.


Lee Soo Yeon foi a primeira garota a despedaçar o coração do pobre Taewon. No começo, ela não gostava dele e nem de rock, só que, como o amor faz coisas impossíveis nos dramas, ela passou a gostar de ambos. Por causa dele, chegou até apanhar do tal Dongpal, um carinha obcecado por sua pessoa linda e maravilhosa. Maior sem graça do drama, tive vontade de socá-la por ser tão sem sal e, na hora da dificuldade, deixá-lo. Nunca entenderei essa coisa toda: quando começou a ser perseguida e apanhou do Dongpal, estava tudo lindo com o Taewon; quando a pobreza começou a bater na porta deles, ela picou a mula!


Já Hyun Joo foi humilhada, estraçalhada e a primeira a descobrir sobre o vício do Taewon em drogas e continuar apoiando-o. Sofri cada segundo junto com ela, era muito amor para aguentar tanta doideira, tanto chove e não molha. A única coisa que tenho a declarar é que, se fosse eu, já tinha matado e fugido pros States. Não, mentira, mas não ia ficar aguentando toda a humilhação que ela passou, não. Caso você não acredite, ela começou a dar uns pegas nele quando a situation estava começando a ficar brava, aí descobriu que ele usava drogas e tals e VAPU! Apareceram casados e com dois filhos depois de alguns anos. Dá pra acreditar? Mas, ok, fiquei com pena dele quando ela e as crianças foram e embora, porém a odiei até a minha trigésima geração quando voltou. Nunca entenderei. Tá, para, coitada da menina. Pensem comigo, só tem uma explicação pra isso: trouxice. Você lá toda apaixonada e o cara bêbado no bar, do teu lado, cantando saranghae saranghae pra outra mulher? E, quando você pensa que tá livre do encosto, lá vem ele viciado em drogas, louquinh o da pedra! Outra coisa, só eu achei essa atriz a cara da Sunny do SNSD?


SungChul foi o maligno nada montado não que eu tenha notado na malignidade. Por causa dele, Taewon se achava inferior e que não tinha nenhum valor na banda. Mesmo Taewon o defendendo com toda a força do seu ser, ainda assim, SungChul passou aquela rasteira bonita que não pode faltar em drama – e pelo visto, nem na vida real também! Quando entrou na Boohwal, por ser o vocal, logicamente, que as atenções eram só para ele, sendo que todo o serviço, digamos, “sujo” era dos outros parceirinhos de banda. E aí que começou o problema todo. Taewon se viciou nas drogas dorgas, manolo e cismou que iria fazer tudo no segundo CD da banda, ou seja, foi quando eles foram dar um abraço na Samara no fundo do poço só os fortes entenderam. O que o bonito do SungChul fez? Pulou fora e levou todos os integrantes junto! Pode um negócio desse? Sem falar que Taewon diz até hoje que ninguém cantará suas composições como SungChul cantou...


Aí, além desses três personagens que citei, tem os membros da banda – que fizeram tanto bafão pra sair da banda que nem lembro o nome deles! –, o carinha lá que, se eu não me engano, era o manager, os amigos do Taewon e mais uma cambada, porque nesse drama não teve economia na hora do elenco de apoio. Só tem um problema: não lembro o nome de nenhum.


Quero deixar registrado aqui um beijo para o cara da dedicatória que escreveu logo no início do primeiro episódio "esse drama é dedicado a todos os jovens com sentimento de inferiodade", genial. Agora vamos falar do ator principal, o mega necessário do No MinWoo. Além de ser a merendinha das mocinhas que assistem seus dramas, No MinWoo foi escolha perfeita para viver Kim Taewon porque ele tem um sofrer, uma fibra diferente dos outros atores estereotipados que vemos em todos os dramas. Mostrou todo seu jogo de cintura e sua versatilidade nesse drama, porque, convenhamos, não é nada fácil dar vida a um dependente químico em abstinência, certo? CERTO! Sem falar que ri horrores com as caras e bocas durante suas performances quando novo. E aquela apontadinha de guitarra? Me matou até a última encravada da minha unha do pé que foi a bastante tempo, vale lembrar.  E, saindo da comédia e partindo para o drama mentira, Mayara, senti tanto dó do Taewon quando começou a ter aqueles ataques doidos de abstinência, quando foi preso, quando começou a se debater na cama da clínica, implorando por seu violão. E o que eu mais achei marcante nesse drama foi a maneira como abordaram a vida do cara sem tentar transformá-lo num santo, mostrando o lado bom, o ruim e a reerguida dele depois de tantos tombos e como é possível, sim, vencer todos os obstáculos dessa vida. E vamos combinar que o texto do drama era genial. As cenas muito bem boladas. Duas captures:



Como já disse no começo desse post, este foi, sem sombra de dúvidas, o melhor drama que já assisti na minha vida. Beijo? Não tinha. Romance? Quase inexistente, se não fosse pelo quase suicídio do Taewon depois da Soo Yeon deixá-lo, nem diria que teve romance. Valores sobre amizade, família, amor? Tinha até que bastante. Portanto super recomendo, principalmente, se você é chegado no bom e velho Rock n’ Roll. E, quem ainda não é, vai ser, pode apostar. De qualquer modo, assista. É uma lição de vida! E, para fechar com chave de ouro, hoje serão três “mensagens subliminares”:

Mensagem Subliminar I:

Como já dizia minha omma, a galinha come milho o papagaio que leva a fama.

Mensagem Subliminar II:

A inveja mata e, se você não morreu, se prepare que aí vem bomba!

Mensagem Subliminar III (essa, na verdade, é uma frase falado pelo appa do Taewon):

Decepcionar seus pais, tudo bem, desde que possa fazer sempre melhor no futuro. Mas você não pode nunca decepcionar a si mesmo. Não há nada tão assustador quanto o arrependimento.