sábado, 25 de fevereiro de 2012

Filme: Heaven's Postman


Sinopse: Uma garota conhece um cara que se diz Carteiro do Céu.

Antes de começar expor minha opinião sobre este filme, quero que fique bem claro: EU NÃO ASSISTI ESSE FILME POR CAUSA DO KIM! Na verdade, eu nem gosto de DBSK, gosto do JYJ, mas odeio DBSK e espero que fãs assassinas e stalkers não leiam isso ou não me matem, que já está de bom tamanho! E pra começar quero dizer que amei o filme em todos os sentidos.


Hana é uma menina fofa, bonita e meio fissurada em coisinhas em forma de cereja. Perdeu o namorado há algum tempo, só que o que a bonitinha não sabia é que era a outra. Sim, o cara era praticamente casado, tinha um filho e estava pegando ela na moita! Como assim, produção? Coréia tá batendo nessa tecla do adultério, hein? Voltando, ela conheceu o anjo-fantasma quando foi deixar mais uma de suas cartas terroristas na caixinha do correio do céu e ele estava recolhendo as cartas. O próprio oferece o trabalho de ajudante e ela, primeiro, recusa e, depois, aceita. Gostei dela. Hana era uma fofa na medida certa, se eu me irritei com ela, não me lembro, sério. Sem falar que adorei os adereços de cerejinha dela.


JaeJoong... aiai, JaeJoong... só porque eu disse que não gosto de DBSK não significa que não ache o JaeJoong um cheiro, um pãozinho doce que acabou de sair do forno. Agora alguém, por favor, me explica por que raios o personagem tem o mesmo nome que o ator/cantor/dançarino? Não entendi qual a dinâmica disso. Quer saber? Não quero saber também! Estava lindo de qualquer jeito, aquela vozinha de neném misturado com a carinha de choro eterna me conquistaram até o fim. Ele era fofo, encantava, era um florzinho de menino. E acho que não poderiam ter feito escolha melhor para o papel de Carteiro do Céu, caiu como uma luva.


O elenco era basicamente eles, já que liam e entregavam as cartas do céu, não tinha muita gente pra pôr, ou seja, produção economizou no elenco de apoio. As coisas que mais marcaram nesse filme foram: os cenários lindos e simples, figurinos bem adequados - e bonitos, claro - e personagens sem muita frescura. Adorei a maneira como eles interagiam entre si e com as pessoas que iam surgindo na história.


O que mais gostei foi a temática simples. Não teve muitas viagens que caem em lugares comuns, como "ele é um anjo, então, tem que voar, tem que ter algum poder...". Era tudo muito simples. Hana conhecia JaeJoong, que se dizia Carteiro do Céu, os dois se apaixonavam devido a convivência e, como sempre, existia um daqueles obstáculos "Céu e Terra", sabe? Só o que não entendi muito bem no final foi a parte em que ambos se encontram depois de JaeJoong voltar a ser humano. Tipo, tudo não passou de um sonho que ambos tiveram ou aconteceu mesmo e eles achavam que era um sonho? Fora isso, nada mais ficou subentendido ou sugerido.


O grande mistério por trás do Carteiro do Céu gatão: ele era um cara que não estava nem aí pra nada, um dia sofreu um acidente e ficou em coma. Foi aí que ele recebeu a chance de virar Carteiro do Céu. O trabalho dele era bem simples: ler as cartas e mandar somente as que fossem puras e livres de qualquer ofensa aos céus e só quem podia vê-lo eram pessoas que se padeciam de seus entes queridos. E gostei de o carinha - que devia ser o chefe do correio do céu - comedor de muco nasal ter dado a chance do JaeJoong voltar para a Terra como humano novamente, só para não quebrar a velha tradição dos romances, mocinho e mocinha tem que ficar juntos no final, não importa se é no Ocidente ou no Oriente.


Não tenho mais nada a declarar ou comentar a não ser dizer que amei esse filme em tudo. Na simplicidade, no romance, no café, nos planos infalíveis para ajudar os remetentes das cartas... enfim, é um filme que eu super recomendo e que, com certeza, já está no meu top 5 de filmes, sem a menor sombra de dúvidas.

Mensagem Subliminar:

Se me permitem uma piadinha: beijada por um anjo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dorama/Live Action: Ouran High School Host Club


Sinopse: Uma garota entra para um Host Club para pagar uma dívida.

Não digo que o Ouran é o melhor dorama do mundo - até porque, em partes, fica bem longe disso -, mas, como animê... fico sem palavras para expressar. Foi o animê que mais me fez chorar em seus últimos - e lindos - episódios. A história toda começa com Fujioka Haruhi, uma menina pobre, que se veste com as roupas do pai, usa os óculos do avô, tem o cabelo desgrenhado e não tá nem aí pro que os outros estão pensando dela. Seu maior sonho é ser advogada, como sua mãe era.


Ok, não quero desmerecer o trabalho da atriz - essa é a primeira vez que a vejo trabalhando -, porém, na minha humilde opinião, ela não foi uma boa escolha para dar vida a determinada e estudiosa Haruhi. A bichinha não tem nenhum senso de expressão facial, enquanto a Haruhi do animê é mestra na arte marcial das caras e bocas de diversos significados. A careta mais usada é: Te desprezo, idiota! Tá, mas dá um desconto para a menina. Quando ela tinha que ser super boazinha e inocente - outra coisa que me irritou muito e só vou comentar sobre isso depois -, ela mandou bem.

 
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH SUOU TAMAKI *o*! O personagem mais inesquecível tanto no animê quanto no dorama. Gente, só eu achei esse menino o cúmulo da graça? Cara, tipo assim, desprezo totalmente quem disse que Yamamoto Yusuke não se encaixava nos padrões para ser Tamaki-senpai cheiroso. Pode até ser que fisicamente ele não seja tão parecido - vai no google e procura fotos do Tamaki no animê -, entretanto, o modo de agir, a forma de falar, pensar, o jeito fofo, meigo e as atitudes, que oscilam entre retardado, inocente, responsável, amigo e cara de personalidade forte, era igual! Eu fiquei chocada com a capacidade que ele teve de encorporar tão bem o Tamaki. Ok, vou parar de falar do ator e vou falar do personagem. Tamaki é um cara gente boa, que sofre preconceito até da própria avó - que é uma velha rabugenta que todo mundo quer metralhar só para defendê-lo - por ser filho da "amante" do seu pai e ser um japonês made in France e, ainda assim, consegue ignorar esses pequenos fatos da vida e ser feliz a sua maneira. Incrível, né? Tamaki, você é um amor...


Ah, os gêmeos... o que falar deles? Malignos, engraçados e, praticamente, iguais aos seus personagens no animê. Esses dois mereciam um prêmio por serem essas gracinhas malvadas. Hikaru e Kaoru são os gêmeos atentados que, literalmente, põem fogo no drama. São os únicos que não tem medo de nada, zoam com todo mundo, principalmente com o Tamaki por ser o mais inocente de todos, fazem uso de incesto falso para sobreviverem no Host Club, sentem ciúme e amor imenso por Haruhi, por ser a única capaz de distingui-los sem chutes e margens de erros. No entanto, suas maneiras de amar são diferentes: Kaoru é mais maduro e reconhece que seu amor por Haruhi é apenas coisa de amigos/irmãos; já Hikaru é todo infantil, problemático e não consegue perceber que está apaixonado pela sem gracinha. Enfim, são apenas um, ou seja, eles são um lindo elevado ao quadrado.


Kyoya... aiai Kyoya... não preciso dizer que ele é meu gatinho preferido no drama, né? Eu não sei por que, mas sempre me sinto atraída pelo gatinho do mal que, na verdade, não é do mal, só se faz de do mal, compreende? Kyoya é o tipo intelectual, que não deixa passar nada, que se faz de maligno, porém gosta de ajudar e fazer o bem. É graças a ele que a Haruhi entra no Host Club para pagar o tal vaso que quebrou. Além de tudo, sem falar que o Daito Shunsuke não é de se jogar fora, convenhamos...


O que é esta criatura anã, minha gente? Indignação tomando conta do meu ser. Honey era para ser a coisa mais lolita, fofa e linda do universo. E, quando eu vou assistir, com o que me deparo? Com essa decepção, essa indignação profunda que se abateu sobre o mim ao ver essa coisa de cabelo mal cortado e que diminui de tamanho! Sacanagem, hein, produção? Honey devia ser fofo até lutando. E alguém pode me explicar o que é esse negócio de ele engrossar a voz cada vez que fica bravo? Pela madrugada, tenha santa paciência, hein?


Sobre o Mori não tem nem o que falar. É o único que não fede, não cheira e quase não tem fala. Só fica parado durante o drama e o animê inteiro, essa marmota!


RENGE? CADÊ ELA NO DORAMA? Eu senti falta da otaku maluca viciada em games - e Kyoya! Ela apareceu em dois míseros capítulos, não deu sua risada maligna mais que especial e não surgiu em cima daquele seu palco giratório em vários lugares. Como assim? Sem gastos com elenco de apoio?


Como eu já citei ali em cima, eu tenho um fraco por meninos "do mal". E com o Nekozawa não foi diferente. Foi fofo demais para ser assustador. Nekozawa é o "rei" do Clube de Magia Negra do Ouran, tem medo de luz e claridade, tem uma paixão por gatos (???) tanto que o "mascote" dele e do Clube de Magia Negra é o Beelzenef, um gato que dá mais medo do que eu próprio dono #realfact. Eu até tenho pena do Nekozawa, porque a irmãzinha dele, Kirimi, não consegue conviver com ele por ter medo de escuro. Nekozawa, se você fosse um panettone, seria um panettone floresta negra.


Agora eu vou falar - escrever, dãdã - sobre a minha decepção maior, não só nesse, mas em todos os dramas: Inocência Feminina Asiática. Não, gente, não é possível que elas sejam tão inocentes assim. Kyoya lá todo sedutor e cheiroso falando sobre o que ele poderia fazer com a Haruhi, já que ela estava sozinha com ele no quarto dele e aí o que ela faz? Ela diz que ele estava se fazendo para fazê-la entender a preocupação deles com ela. COMO ASSIM? Kyoya todo montado na maldade, cheio de quinquagésimas intenções e ela levando tudo como um aprendizado?


A coisa mais marcante - e mais hilária - foram, sem sombras de dúvida, os efeitos especiais. Quem já viu o animê do Ouran sabe que tem Tamaki e seu cinema íntimo, aqueles coraçõezinhos voadores, aqueles glitters loucos e pans. E no drama não é diferente, os caras quiseram trazer todos os efeitos para a vida real! Eu sofri, chorei de tanto rir com o Tamaki sendo atingido pelas palavras da Haruhi e da Renge. Sem falar na cena do kamehameha da capture acima, na qual eles fazem como se ele fosse um super sayajin. Muito marcante na vida de uma pessoa isso.

Isso que eu nem falei das captures que eu tirei das legendas. Eu nunca tirei tanto capture de um mesmo drama! E aí vai algumas:




Ok, essa aqui eu ri foi com a cara dele, mas tá valendo mesmo assim!




Tamaki você é um pãozinho doce com açúcar cristalizado, creme e cereja em cima!
Ok, parei com as captures com legendas! Apesar dos pesares e muitos pequenos detalhes que ficaram faltando - ou foram distorcidos pelos roteiristas - que os meus olhos analíticos não deixaram passar, foi um drama feliz e até que chegou a ficar parecido com o animê. Não ficou nem chato, nem tedioso, entretanto, a oscilação de humor que ele te causa parece não ser tão boa quanto do animê, no qual eu ri durante muito tempo e chorei só nos últimos episódio - já que o animê estava acabando e o Host Club também, né? Coisas que eu achei que não era preciso ser mudado ou cortado, porém aconteceu no drama: aquela tal de Ayame lá no começo, ela não era tutora da Haruhi no animê - pelo o que eu me lembro -, ela era cliente do Tamaki, amante de xícaras e depois virou cliente da Haruhi e até ensinou-a a dançar; Hikaru e Kaoru pintam o cabelo de rosa e azul, o que não seria muito difícil de fazer no drama, já que existe peruca e Kawaguchi Haruna usou uma descaradamente durante o drama inteiro; Nekozawa tem o cabelo naturalmente loiro, mas usa peruca porque não consegue suportar o brilho do mesmo; quem explica sobre a paixão de Nekozawa pela escuridão são os empregados da família, não o povinho do Clube de Magia Negra.  Enfim, muitos outros detalhes que se perderam muito durante o drama. De qualquer modo, é um drama que vale muito a pena assistir porque você vai rir muito e, além de tudo, ainda vai achar fofo os momentos família do Host Club.

Mensagem Subliminar:

Host Club e se vestir homem ainda são as últimas modas entre os asiáticos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Preconceito asiático?



Eu já bati nessa tecla inúmeras vezes no "mundo real", mas nunca falei sobre isso no virtual. Preconceito contra cultura asiática é uma coisa que não se pode negar aqui no Brasil. Eu já vi, você já viu - e muitas vezes, consciente ou inconscientemente, já cometeu. Por mais que as pessoas neguem, é uma coisa que tá na cara; os brasileiros muitas vezes preferem coisas que vem da grande super potência, chamada Estados Unidos, do que coisas que vem do próprio país. E isso não é nenhuma novidade para nenhum de nós.
Quem aprecia doramas, animês, k-pop/rock, j-pop/rock, mangás, filmes sabe que não é só os próprios asiáticos que sofrem preconceito, mas quem gosta também sofre pelo simples fato de só gostar. Todavia o que mais me admira não é o preconceito em si, porém a razão pela qual ele acontece, ou seja, nenhuma. Até onde os meus conhecimentos me levam, asiáticos são pessoas como nós, só que com olhos puxados, mais horário escolar e uma cultura rica em mitos e tradições.
Ontem mesmo, uma pessoa da minha família - meu pai - baixou um filme de guerra de origem sul coreana, chamado 684 Unidade de Combate (Silmido, no original). Ele assistiu cerca de dez miseros minutos do filme e disse que era ruim. Ok, tenho que concordar que a dublagem não ajudava muito, porque depois que passei a assistir doramas e filmes legendados criei uma certa repulsa por dublagem naturalmente, mas, ainda assim, não acho que dizer que o filme era ridiculamente horrível é uma conclusão certa, já que ele assistiu apenas DEZ MINUTOS!
Aí essa é a parte em que eu pergunto: SERÁ QUE JÁ NÃO ESTÁ NA HORA DE TODOS ACORDAREM E PERCEBEREM QUE NÃO ADIANTA TER ESSE CONCEITO PRÉ-PRONTO? Às vezes, os ocidentais não entendem porquê asiáticos tem preconceito com estrangeiros em seus países, mas a resposta é bem simples: Ocidentais também tem preconceito!
Tem tanta coisa que foi inventada lá e veio pra cá e ninguém tá sabendo. Tem até filmes que eu aposto que você já viu a versão americana e nem sabe que a versão original é asiática. Exemplos bem clássicos são Uma chamada perdida e O chamado. Eu sei que você provavelmente assistiu a esses filmes pensando que foi a super potência mundial que fez e eu pergunto: E se os remakes não existissem? Você não iria assistir ao original por pensar que é ruim? Olha, eu já assisti há vários filmes e asiáticos e posso afirmar que, em termos de efeitos especiais, eles não são lá aquelas coisas - dependendo do filme podem chegar a ser péssimo, o que é uma coisa que eu não entendo, já que eles tem muito mais avanços tecnológicos que nós -, mas, em termos de desenvolveimento do enredo, eles dão um banho, meus queridos!
Para finalizar deixo uma frase de Fernando Anitelli, d'O Teatro Mágico e espero que repensem os seus conceitos:

Por que a gente é desse jeito, criando conceito pra tudo que restou?